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Tempo seco também afeta os pets: veja como proteger cães e gatos

Baixa umidade pode provocar irritações nos olhos, ressecamento das vias respiratórias e piora de doenças preexistentes; hidratação e atenção aos sinais são fundamentais

Quando a umidade do ar diminui, não são apenas as pessoas que sentem os efeitos. Cães e gatos também podem apresentar desconfortos provocados pelo tempo seco, especialmente irritações nos olhos e nas vias respiratórias. Animais idosos, filhotes, alérgicos e aqueles que possuem focinho curto exigem atenção ainda maior.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), o ar seco pode intensificar a irritação das mucosas e favorecer processos inflamatórios, principalmente nos animais que já possuem alguma predisposição respiratória.

Água fresca deve estar sempre disponível

Uma das medidas mais importantes é estimular a hidratação. O animal deve ter acesso permanente à água limpa e fresca, distribuída, se possível, em diferentes pontos da casa.

Os recipientes precisam ser higienizados diariamente e permanecer protegidos do sol. No caso dos gatos, que muitas vezes demonstram menor interesse pela água parada, fontes com água corrente e alimentos úmidos podem ajudar a aumentar a ingestão de líquidos — sempre respeitando as orientações do médico-veterinário.

Também é importante observar mudanças no comportamento. Apatia, perda de apetite, gengivas secas ou pegajosas, olhos com aparência mais profunda e redução do consumo de água podem indicar desidratação e exigem avaliação profissional.

Cuidado com os passeios

Durante períodos muito quentes ou secos, os passeios devem ser realizados preferencialmente no início da manhã ou no final da tarde, quando a temperatura está mais amena.

Além de aumentar o risco de desidratação, o calor pode deixar o asfalto quente o suficiente para causar queimaduras nas patas. Antes de sair, o responsável pode encostar o dorso da mão no chão durante alguns segundos. Se estiver desconfortável para a pele humana, também estará quente demais para o animal.

Passeios longos e atividades físicas intensas devem ser evitados. Levar água e fazer pequenas pausas ajuda a tornar a caminhada mais segura.

Olhos também precisam de atenção

A baixa umidade, a poeira e a poluição podem provocar lacrimejamento, vermelhidão, coceira e secreção ocular. O animal pode tentar aliviar o incômodo passando as patas no rosto, aumentando o risco de ferimentos.

Lacrimejamento persistente, olhos avermelhados ou inchados, secreção amarela ou esverdeada, dificuldade para abrir os olhos e tentativas frequentes de coçar a região são sinais que precisam ser avaliados por um médico-veterinário.

Não devem ser utilizados colírios humanos, medicamentos caseiros ou qualquer produto sem prescrição veterinária. Problemas oculares podem ter diferentes causas, e o tratamento inadequado pode agravar a situação.

Ambiente limpo e levemente umidificado

Manter os cômodos arejados e livres do excesso de poeira contribui para o bem-estar dos animais. Panos úmidos podem ser utilizados na limpeza do chão, evitando levantar partículas que irritam as vias respiratórias.

Umidificadores também podem ajudar, desde que sejam usados corretamente e higienizados com frequência. Outra opção simples é deixar recipientes com água em locais seguros, fora do alcance do animal e de crianças.

Produtos com cheiro forte, como perfumes, desinfetantes, aromatizadores e fumaça de cigarro, devem ser evitados, principalmente perto de animais alérgicos ou com problemas respiratórios.

Quais sinais exigem atendimento veterinário?

O responsável deve procurar orientação profissional caso o animal apresente:

  • tosse persistente;
  • espirros frequentes;
  • secreção nasal;
  • chiado ou dificuldade para respirar;
  • respiração excessivamente acelerada;
  • olhos vermelhos, inchados ou com secreção;
  • falta de apetite;
  • fraqueza ou apatia;
  • diminuição significativa do consumo de água.

A dificuldade respiratória deve ser tratada como situação de urgência. Não se deve esperar que o quadro melhore sozinho nem oferecer medicamentos por conta própria.

Com algumas adaptações na rotina, é possível diminuir os efeitos do tempo seco e proporcionar mais conforto aos animais. Água fresca, passeios em horários adequados, ambiente limpo e observação diária são cuidados simples que fazem diferença. Diante de qualquer alteração persistente, o médico-veterinário deve ser consultado.

Meta descrição: Tempo seco pode causar irritações nos olhos e nas vias respiratórias de cães e gatos. Confira os principais cuidados e saiba quando procurar um veterinário.

Palavras-chave: tempo seco, saúde dos pets, cuidados com cães, cuidados com gatos, hidratação animal, doenças respiratórias, baixa umidade.

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