Análises identificam possíveis contaminações e orientam moradores e turistas sobre os locais próprios para banho
A qualidade da água das praias de Vitória é monitorada semanalmente em 26 pontos do município. O trabalho permite identificar se os locais estão próprios ou impróprios para atividades que envolvam contato direto e prolongado com a água, como banho, natação e mergulho.
As coletas e análises bacteriológicas são realizadas por um laboratório certificado contratado pela Prefeitura de Vitória. Os resultados são divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), permitindo que moradores e turistas consultem as condições sanitárias das praias antes de entrar no mar.
A classificação atualizada pode ser conferida na página Qualidade das águas das praias. Também estão disponíveis para consulta os laudos laboratoriais e a série histórica do monitoramento.
Como a qualidade da água é avaliada?
O monitoramento segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que regulamenta a classificação da balneabilidade no Brasil.
Em Vitória, as análises utilizam como indicador os coliformes termotolerantes, microrganismos encontrados principalmente nas fezes de seres humanos e de outros animais de sangue quente. Sua presença em grandes quantidades pode indicar que a água recebeu esgoto doméstico e, consequentemente, pode conter agentes capazes de provocar doenças.
A quantidade dessas bactérias encontrada nas amostras determina se determinada praia está própria ou imprópria para banho. Trechos com histórico de contaminação ou que tenham sido afetados por acidentes e outras ocorrências capazes de colocar a saúde da população em risco também podem ser interditados pelo órgão ambiental.
Água contaminada pode causar doenças
O contato com águas contaminadas por esgoto pode expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos mais vulneráveis.
A gastroenterite é uma das doenças mais frequentemente associadas ao contato com água contaminada. Entre os possíveis sintomas estão enjoo, vômitos, dor abdominal, diarreia, dor de cabeça e febre.
Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em locais com níveis elevados de contaminação, existe ainda o risco de doenças mais graves, como hepatite A, disenteria, cólera e febre tifoide.
Chuvas podem prejudicar a balneabilidade
Diversos fatores podem influenciar a presença de esgoto e de outros contaminantes nas praias. Entre eles estão a existência e a eficiência dos sistemas de coleta de esgoto, a presença de córregos que deságuam no mar, o aumento do número de pessoas durante a alta temporada, as características naturais de cada praia, as condições das marés e a ocorrência de chuvas.
Após períodos de chuva intensa, o risco de contaminação pode aumentar. Isso acontece porque a água da chuva transporta resíduos acumulados nas ruas, terrenos, galerias pluviais e cursos d’água em direção ao mar.
Cuidados antes de entrar no mar
Para reduzir os riscos à saúde, a recomendação é verificar a classificação atualizada da praia e entrar na água somente nos trechos considerados próprios para banho.
Também é importante evitar o mar após chuvas fortes e não permanecer próximo à saída de córregos, canais ou galerias pluviais. Os banhistas devem evitar a ingestão da água do mar e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida.
A consulta aos dados oficiais antes de escolher a praia é uma medida simples que ajuda a garantir um momento de lazer mais seguro para toda a família.
Foto Divulgação PMV





