Pulgas e carrapatos estão entre os parasitas mais comuns que afetam cães e gatos, especialmente em regiões de clima quente e úmido. A presença desses ectoparasitas vai muito além do incômodo da coceira: ela representa riscos reais à saúde dos animais e, em alguns casos, também das pessoas que convivem com eles. Por isso, o combate à infestação exige atenção contínua, prevenção adequada e informação correta.
A infestação geralmente começa de forma silenciosa. Um animal que se coça com frequência, apresenta queda de pelos, feridas na pele ou irritação persistente pode estar abrigando pulgas ou carrapatos. No caso dos carrapatos, é comum encontrá-los presos à pele, especialmente em regiões como orelhas, pescoço, entre os dedos e ao redor dos olhos. Já as pulgas, menores e mais rápidas, muitas vezes são percebidas apenas pelos sinais indiretos, como pontos pretos no pelo, que são fezes do parasita.
Os riscos associados a esses parasitas são significativos. Pulgas podem causar dermatite alérgica, anemia — principalmente em filhotes — e transmitir vermes, como a tênia. Carrapatos, por sua vez, são vetores de doenças graves, como a erliquiose e a babesiose, que podem levar a quadros severos, com febre, apatia, sangramentos e até risco de morte se não houver tratamento adequado. Além disso, algumas espécies de carrapatos podem transmitir doenças aos humanos, reforçando a importância do controle ambiental.
A melhor forma de combate é a prevenção contínua. O uso regular de produtos antiparasitários indicados por médicos-veterinários é essencial. Atualmente, existem diversas opções seguras e eficazes, como comprimidos mastigáveis, pipetas de aplicação tópica, sprays e coleiras antiparasitárias. A escolha do produto deve considerar o peso, a idade, a espécie do animal e o histórico de saúde, evitando o uso de substâncias inadequadas ou de uso exclusivo para outras espécies, já que alguns produtos podem ser tóxicos, especialmente para gatos.
O cuidado não deve se limitar ao animal. Pulgas e carrapatos passam grande parte do ciclo de vida no ambiente, como quintais, camas, sofás, frestas de pisos e tapetes. Por isso, a higienização frequente dos espaços onde o animal circula é parte fundamental do controle. Lavar caminhas, cobertores e brinquedos, aspirar a casa regularmente e, quando necessário, utilizar produtos específicos para o ambiente ajudam a evitar reinfestações.
Outro ponto importante é a observação constante. Mesmo animais que vivem exclusivamente dentro de casa estão sujeitos à infestação, já que os parasitas podem ser trazidos do ambiente externo pelas pessoas, por outros animais ou até por visitas. A inspeção periódica do pelo e da pele permite identificar o problema ainda no início, facilitando o controle e reduzindo os riscos.
Em casos de infestação intensa ou quando o animal apresenta sintomas como febre, fraqueza ou feridas extensas, o atendimento veterinário é indispensável. O uso indiscriminado de receitas caseiras ou produtos sem orientação pode agravar o quadro, causar intoxicações e atrasar o tratamento correto.
O combate eficaz às pulgas e carrapatos é resultado de uma combinação de prevenção, cuidado ambiental e acompanhamento profissional. Mais do que uma questão de conforto, trata-se de um compromisso com a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos animais domésticos e de toda a família que convive com eles.

