A produção de ração animal no Brasil deve atingir cerca de 92,4 milhões de toneladas em 2026, mantendo a trajetória de crescimento observada nos últimos anos. A estimativa representa uma alta próxima de 2,8% em relação a 2025, segundo projeções do setor com base em dados da Sindirações.
Os números consideram exclusivamente o segmento de rações, sem incluir suplementos minerais, cujos dados costumam ser consolidados posteriormente. O desempenho reflete a continuidade da demanda da pecuária industrial, mesmo em um cenário internacional ainda marcado por volatilidade econômica e ajustes nos fluxos comerciais.
A indústria de nutrição animal segue apresentando resiliência, sustentada pelo avanço da tecnificação da produção pecuária e pela necessidade de maior previsibilidade nos sistemas de criação.
Frangos de corte seguem como principal destino da ração
A avicultura de corte deve permanecer como o principal destino da ração produzida no país em 2026. A projeção aponta para um consumo em torno de 46,5 milhões de toneladas, avanço aproximado de 2,6% na comparação anual. Desse total, cerca de 38,8 milhões de toneladas devem ser direcionadas especificamente aos frangos de corte.
Após um período de instabilidade no comércio internacional, o setor tende a operar com maior regularidade, apoiado na reabertura de mercados e na manutenção do Brasil como um dos principais exportadores globais de carne de frango.
Suinocultura e bovinocultura mantêm expansão
A suinocultura deve seguir como o segundo maior consumidor de ração animal em 2026, com produção estimada em aproximadamente 22,4 milhões de toneladas, crescimento próximo de 2%. O avanço acompanha a estabilidade do consumo interno e a manutenção das exportações em patamares elevados.
Na bovinocultura, a produção de ração deve registrar aumento mais expressivo, alcançando cerca de 15,7 milhões de toneladas, alta estimada de 4,9%. O principal vetor continua sendo a pecuária de corte, que pode superar 8,2 milhões de toneladas, impulsionada pela expansão dos sistemas de confinamento e semiconfinamento.
Tecnificação redefine a pecuária brasileira
A pecuária nacional aprofunda, em 2026, um movimento estrutural de modernização, com maior adoção de sistemas intensivos de produção. O uso crescente de confinamento e terminação intensiva tem contribuído para reduzir ciclos de oferta, elevar a eficiência produtiva e mitigar riscos associados à oscilação dos custos de insumos.
Esse processo reforça a competitividade do Brasil no mercado internacional de proteínas animais e consolida a indústria de nutrição animal como um dos pilares estratégicos do agronegócio nacional.
Foto: Agência do Estado do Paraná

