Nos últimos anos, a leishmaniose visceral canina tem preocupado cada vez mais tutores e profissionais de saúde animal em todo o país. Antes restrita a algumas regiões do interior, a doença já se espalhou para grandes centros urbanos, o que acendeu um sinal de alerta entre veterinários e autoridades sanitárias.
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 3.500 novos casos por ano — e boa parte deles envolve cães domésticos. O problema é que a leishmaniose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os seres humanos, representando um risco não apenas para os animais, mas também para toda a família.
O agente transmissor da doença é o mosquito-palha, também conhecido como flebótomo, que se desenvolve em locais úmidos e com matéria orgânica em decomposição, como folhas secas, restos de frutas e sujeira acumulada. Quando o inseto pica um cão infectado e depois uma pessoa saudável, ele pode transmitir o parasita Leishmania infantum, responsável pela infecção.
🩺 Sintomas e sinais de alerta nos cães
Os sintomas da leishmaniose canina podem variar, mas alguns sinais são bastante comuns e merecem atenção:
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Feridas que demoram a cicatrizar, especialmente nas orelhas e no focinho;
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Emagrecimento repentino, mesmo com o animal se alimentando normalmente;
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Perda de pelos e descamação da pele;
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Unhas muito crescidas;
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Diarreia frequente e fraqueza;
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Apatia e falta de disposição para brincar ou passear.
Como os sintomas se desenvolvem de forma lenta e podem se confundir com outras doenças, é fundamental que o tutor leve o pet ao veterinário assim que notar qualquer alteração no comportamento ou aparência do animal. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento e evitar complicações mais graves.
🛡️ Prevenção: a melhor forma de proteger seu pet e sua família
A boa notícia é que existem várias medidas eficazes para prevenir a leishmaniose:
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Use coleiras antiparasitárias aprovadas pelo Ministério da Agricultura, que ajudam a afastar o mosquito transmissor.
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Evite deixar seu pet ao ar livre no entardecer e à noite, períodos em que o mosquito está mais ativo.
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Mantenha o ambiente limpo e sem acúmulo de lixo ou folhas, reduzindo os locais de reprodução do inseto.
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Leve seu cão para check-ups veterinários regulares e converse com o profissional sobre vacinas disponíveis contra a doença.
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Se possível, instale telas de proteção nas janelas para evitar a entrada de insetos.
Esses cuidados simples fazem uma grande diferença e ajudam a manter o equilíbrio entre a saúde dos pets e o bem-estar das famílias.
❤️ Saúde única: o elo entre humanos e animais
Mais do que uma preocupação veterinária, a leishmaniose reforça a importância do conceito de “saúde única”, que reconhece a interligação entre a saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente. Cuidar bem do seu cão é também cuidar da sua própria saúde e da comunidade ao seu redor.
Assim, a conscientização e a informação são as melhores ferramentas para combater essa e outras zoonoses. Falar sobre o tema, compartilhar orientações confiáveis e incentivar a prevenção é um ato de amor e responsabilidade.





