segunda-feira, maio 27, 2024
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Estudo revela 31 espécies de anfíbios e 28 espécies de répteis na Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi

Uma pesquisa realizada na Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi (EBMAR), em Aracruz/ES, revelou a ocorrência de 31 espécies de anfíbios e 28 espécies de répteis. Entre as espécies encontradas, estão algumas consideradas raras ou ameaçadas de extinção, como o anuro Arcovomer passarellii, o lagarto Ameivula nativo e o jabuti Chelonoidis carbonarius, cujos avistamentos fornecem informações cruciais sobre sua distribuição e população. A investigação teve o objetivo de compreender a composição das espécies na EBMAR, sua distribuição temporal e espacial, além de discutir seu estado de conservação. 

O estudo, liderado pelo pesquisador Cássio Zocca, do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e do Projeto Bromélias, foi publicado na revista “The Herpetological Bulletin” no dia 1º de março. O trabalho contou também com a colaboração de Gabriel Ruschi, gestor da EBMAR, e dos pesquisadores Maurício M. Fernandes, Juliana Alves, Iago Ornellas e Rodrigo B. Ferreira, vinculados ao Projeto Bromélias e à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

A EBMAR abriga uma proporção significativa das espécies listadas para o município, bem como para a Mata Atlântica e para o Brasil. Especificamente, as espécies de anuros representam 86% das listadas para Aracruz, 23% das listadas para o Espírito Santo, 4% das listadas para a Mata Atlântica e 3% das listadas para o Brasil, destacando a importância do local como centro de biodiversidade regional.

O estudo ressalta a importância da Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi como um remanescente florestal na Mata Atlântica. “Suas características únicas e diversificadas proporcionam um ambiente fundamental para uma grande variedade de anfíbios e répteis, destacando a necessidade contínua de conservação e pesquisas na região. É necessário comprometimento com a preservação e manutenção desse ambiente tão importante para a saúde geral do ecossistema”, finaliza o pesquisador.

A distribuição das espécies mostra padrões interessantes em relação aos habitats e microhabitats preferenciais. A mata ciliar, os brejos e os córregos destacaram-se como os habitats mais utilizados por esses animais, evidenciando a necessidade de sua proteção. A floresta pantanosa também foi identificada como um habitat rico em espécies, enquanto áreas alteradas pelo homem igualmente foram exploradas por muitas espécies, indicando uma surpreendente adaptabilidade. 

O artigo está publicado em https://www.thebhs.org/publications/the-herpetological-bulletin/issue-number-167-spring-2024/3966-01-herpetofauna-of-the-estacao-biologia-marinha-augusto-ruschi-a-coastal-forest-remnant-in-the-atlantic-forest-south-eastern-brazil

Fonte: Assessoria INMA

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