Já está valendo o convênio firmado entre a Marinha do Brasil, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Fundação Espirito-Santense de Tecnologia (Fest) a fim de impulsionar as atividades científicas na Antártica.
O acordo visa também melhorar os processos logísticos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) para que a Estação Antártica Comandante Ferraz, estrutura mantida pela Marinha naquela região, seja capaz de apoiar ainda mais projetos de pesquisa.
A assinatura do convênio foi realizada na sede da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), em Brasília, no dia 19 de março. Na ocasião, uma bandeira do Espírito Santo foi hasteada na base brasileira na Antártica, com transmissão ao vivo para os participantes da solenidade.
“O último relatório da Unesco mostrou que o Brasil é, hoje, o 11º colocado no mundo, em termos de produção científica em ciência oceânica. É isso que nós queremos com essa parceria: contribuir para que o Brasil ocupe, cada vez mais, posições mais relevantes no cenário internacional, no que tange à pesquisa antártica e à ciência oceânica”, afirmou o secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Ricardo Jaques Ferreira.
Com este acordo, a Ufes amplia a parceria já em vigor há mais de 30 anos com a Marinha. Além de colaborar com diferentes programas de pesquisas, a instituição de ensino foi responsável pela construção de estações científicas no Arquipélago de São Pedro e São Paulo e na Ilha de Trindade. “A nossa Universidade vem, a cada ano, progredindo mais dentro dos índices para entregar a nossa missão final, que é contribuir com a sociedade brasileira”, explicou o reitor Eustáquio de Castro.
Sobre o Proantar
Atualmente, o Programa Antártico Brasileiro garante apoio logístico a 29 projetos de pesquisa brasileiros, o que deve aumentar com o novo convênio. A Marinha é a responsável pelo suporte logístico ao programa, por meio das Operações Antárticas (Operantar) anuais.
Por estar presente e desenvolver pesquisas científicas relevantes no continente gelado, o Brasil se tornou membro consultivo do Tratado da Antártica em 1983.

