segunda-feira, maio 27, 2024
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Caso Golden: acusado falta oitiva da Assembleia Legislativa

A CPI dos Maus-Tratos realizou oitiva na Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (13), para averiguar a morte do cão Churros, no último sábado (9), em Guarapari, por um subtenente da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais.

O acusado foi convocado pela CPI, mas não compareceu à oitiva. Segundo a presidente da CPI, Janete de Sá, após exibir vídeo da morte a tiros do cachorro em via pública, o cachorro não atacou o ex-policial, apenas queria brincar.

O PM foi novamente intimado para a próxima reunião da CPI, nesta terça-feira (19), às 18h30, sob pena de condução coercitiva caso não compareça, segundo Janete de Sá.

“Vamos acionar o Ministério Público e temos a Dra. Edwiges (a procuradora de Justiça Edwirges Dias) integrando a CPI, para denunciar e fazer notificação para que ele compareça. É a segunda convocação, e não vindo, no dia seguinte poderá vir por condução coercitiva. Pedi ao chefe da Polícia Civil para providenciar uma necropsia do animal, que ainda não foi sepultado, para ter uma prova legal, com perícia técnica para constatar que foi crime, o que significaria uma pena maior”, informou Janete.

O que o vídeo mostra

As imagens não mostram o momento exato em que o disparo atinge o animal, mas é possível ver o acusado, de camisa amarela e bermuda vermelha, andando na calçada. Após atravessar a rua, ele dá de cara com o Golden. O cachorro pula no ex-policial e os dois se afastam. O homem abre a pochete e depois disso não é possível mais ver a ação.

Porém, segundo a deputada Janete de Sá, foi neste momento que Churros foi baleado. Em outro trecho do vídeo o cão aparece cambaleando na rua e a empresária Iasmin Avelar, de 32 anos, aparece empurrando um carrinho em que estava a filha dela, de apenas 1 ano. O marido dela também aparece nas imagens e os dois seguem pela rua assustados. Uma criança de 12 anos, irmã de Iasmin, aparece chorando pela calçada.

Outro ângulo mostra que Churros até chega a se aproximar do ex-policial, mas não encosta nele. É possível ver que o acusado leva as mãos à pochete na cintura e anda em direção ao cachorro. Conforme o relato da família, foi nessa hora que o disparo foi dado.

Prisão e soltura

O subtenente da reserva da PM de Minas Gerais foi preso em flagrante, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça. O militar passou por audiência de custódia no último domingo (10) e o juiz de plantão Rubens José da Cruz concedeu a liberdade provisória ao suspeito sem o pagamento de fiança. O magistrado estipulou restrições ao policial. O acusado está proibido de sair da Grande Vitória sem prévia autorização da Justiça e não pode usar armas de fogo. Ele também não pode frequentar bares, boates e prostíbulos e deve manter o endereço atualizado.

No Boletim de Ocorrência do crime, o militar alegou que estava apenas caminhando quando foi atacado pelo Golden Retriever duas vezes seguidas. Ainda disse que, na primeira vez, pediu aos donos do animal que o segurassem, pois o cachorro estava sem focinheira.

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