O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou uma reunião técnica com meteorologistas e especialistas para atualizar as previsões climáticas de 2026 e avaliar os riscos de incêndios florestais nos biomas brasileiros. O encontro reuniu representantes de órgãos como Inpe, Inmet, Cemaden e UFRJ para discutir os impactos esperados do fenômeno El Niño e fortalecer as estratégias de prevenção e combate às queimadas no país.
Segundo os especialistas, há alta probabilidade de formação do El Niño nos próximos meses, embora ainda não seja possível definir a intensidade do fenôeno com precisão. O evento climático pode provocar alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil, especialmente no segundo semestre de 2026. Enquanto parte do país pode enfrentar períodos mais secos e propícios a incêndios, outras regiões poderão registrar chuvas acima da média e eventos extremos, como enchentes.
Os dados apresentados durante a reunião apontam que, até abril, o número de focos de calor no Brasil ficou 12% acima do registrado no mesmo período de 2025. Apesar disso, os índices permanecem ligeiramente abaixo da média histórica. Diante desse cenário, o governo federal decidiu ampliar o monitoramento climático e tornar mensais as reuniões técnicas para acompanhar a evolução das condições ambientais e aperfeiçoar as ações preventivas.
Entre as medidas já adotadas pelo Governo Federal estão o aumento do número de brigadistas, reforço da frota aérea utilizada no combate aos incêndios e investimentos milionários por meio do Fundo Amazônia para apoiar estados e municípios. Também foram ampliadas as políticas de manejo integrado do fogo e endurecidas as punições para crimes ambientais relacionados às queimadas ilegais.
O governo também destacou que houve redução expressiva das áreas queimadas em 2025 na comparação com anos anteriores, especialmente em biomas como Pantanal, Amazônia e Mata Atlântica. A expectativa agora é intensificar a preparação para o período mais crítico do ano, buscando reduzir impactos ambientais, proteger comunidades e evitar grandes incêndios florestais.

