segunda-feira, maio 27, 2024
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Pets têm ‘Alzheimer’? Conheça a campanha Fevereiro Roxo Pet, cuidados com doenças degenerativas e Reiki em animais

Fevereiro Roxo visa atentar para a conscientização e tratamento do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. A campanha é estendida ao mundo pet, uma vez que os animais podem sofrer com a Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC).

A SDC é uma doença degenerativa progressiva crônica, provocando alterações comportamentais em animais idosos, não decorrentes de outras condições como disfunções metabólicas ou neoplasias. A síndrome, portanto, impacta também na relação entre tutor e pet, uma vez que afeta à memória, aprendizado e interação dos animais. O pet pode ter alteração do ciclo sono-vigília, chorar, ficar mais ansioso e ressaltar a agressividade às pessoas.

Mas é preciso diferenciar alterações comportamentais de um envelhecimento normal para a SDC. De acordo com o artigo “Síndrome da disfunção cognitiva em cães: do diagnóstico ao tratamento” (2020), dos pesquisadores Ana Pascoli, Marília Ferreira, Nazilton Filho e Larissa Schimanski, por não ter cura, é importante ter o diagnóstico e tratamento precoces para dar mais qualidade de vida e bem estar animal. Assim, além de exames de rotina como hemograma, urinálise e ecocardiograma, há outros mais específicos como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Portanto, para descartar outras condições médicas é preciso uma anamnese detalhada, exame físico completo e exame neurológico, pois o diagnóstico, na maioria das vezes é feito por exclusão.

Ainda de acordo com o artigo (2020), algumas das abordagens terapêuticas para retardar a progressão da doença são o enriquecimento mental como fazer passeios curtos em locais não habituais para estimular a exploração olfativa, auditiva e visual e ensinar novos comandos simples ou reensinar os desaprendidos, com recompensas positivas e evitar reforços negativos. Há ainda a terapia farmacológica e suplementação nutricional que devem ser conduzidas pelo médico-veterinário.

Médica-veterinária Fernanda Benedette

A médica-veterinária Dra Fernanda Benedette afirma que com sete anos, os pets já podem ser considerados idosos. “A partir de 7 anos os cães e gatos de pequeno porte já podem ser considerados idosos. Nesta fase está recomendado o check-up anual com o médico- veterinário para que se possa detectar precocemente alguma doença relacionada ao envelhecimento, assim como detectar e tratar os sintomas para que tenham qualidade de vida e bem-estar”, afirmou.

Dra. Fernanda destacou as principais alterações no comportamento. Conheça mais:

  • Desorientação: o animal fica confuso em ambientes familiares, por exemplo, tenta sair pelo lado errado da porta, não consegue sair sozinho de um canto, se perde dentro de casa.
  • Mudanças na interação com humanos ou outros animais: declínio nas brincadeiras, irritabilidade, menor afeição.
  • Alteração no ciclo de sono e vigília: o animal dorme durante o dia e passa a noite acordado, podendo vocalizar, perambular e acordar o proprietário.
  • Perda do treinamento, inclusive o higiênico: o animal desaprende, não sabe mais onde deve urinar e defecar e não responde mais a comandos.
  • Alteração do nível de atividades: menor interesse em exploração, estado de inatividade geral. Em alguns casos, ocorre o oposto, com grande aumento na atividade, perambulação e desenvolvimento de comportamentos compulsivos.

Reiki em animais

A terapia Reiki é um sistema de cura milenar japonês não invasivo que promove bem-estar. O Reiki em animais é uma adaptação do Reiki em humanos. Nos pets, a técnica é usada para tratar problemas de comportamento e pós-operatório.

De acordo com Renzo Abelha que é especialista em comportamento canino e felino há mais de 18 anos, nos animais idosos o Reiki atua na qualidade de vida, no alívio da dor e propicia conforto em doenças terminais.

Renzo Abelha e seu cão Junior

No comportamento animal o Reiki trata a agressividade, estresse e depressão. “É importante lembrar que se o pet demonstra mudanças comportamentais, deixa de comer, apresenta vômitos, diarreia, dores…o veterinário deve ser sempre consultado. A terapia Reiki é um suporte de cura e amplia as chances de restabelecimento enérgico, mas não substitui o veterinário”, enfatiza Renzo.



Por

Stéphane Ferreira

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