segunda-feira, maio 27, 2024
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Governo investe no hidrogênio para reduzir as emissões de CO2

O evento Sustentabilidade Capixaba, que ocorreu no final de junho, na Praça do Papa, foi marcado pela assinatura do decreto que instituiu o Programa GERAR Hidrogênio pelo governador do Estado, Renato Casagrande.

O referido programa tem como principal meta a ampliação e a diversificação de futuras e novas matrizes energéticas alternativas no Espírito Santo, dando o primeiro passo para incentivar a produção, armazenamento e o uso de hidrogênio sustentável no Estado, com a emissão neutra ou negativa de carbono, o chamado hidrogênio verde.

Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, o programa vai impulsionar a economia capixaba. “Essa é uma demanda mundial e o Espírito Santo mais uma vez sai na frente. Com o GERAR Hidrogênio, queremos desenvolver e consolidar o mercado de hidrogênio sustentável e a inserção internacional do Estado em bases economicamente competitivas”, disse Rigoni.

No Plano de Descarbonização e Neutralização das Emissões de GEE do Espírito Santo, o hidrogênio verde é apontado como solução de combustível com neutralidade de carbono, pois, em alguns casos, é possível associar a produção de hidrogênio à captura de carbono, gerando reduções das emissões de CO2 para a atmosfera. Com a queda nos custos das tecnologias de geração de energia elétrica renovável, o incentivo à produção desse tipo de matriz pode contribuir para que a transição energética.

Ainda segundo o Plano de Descarbonização, há três fatores que se destacam na economia capixaba e favorecem a mudança energética baseada no hidrogênio. São eles: o potencial eólico offshore como importante fonte de energia para a produção de hidrogênio verde; a sinalização de empresas localizadas no Estado, de produção de aço, em investir na utilização de processos de redução direta baseados em hidrogênio; e o potencial de gás natural do Estado, que pode viabilizar a produção de hidrogênio azul ou turquesa.

“O hidrogênio verde, que é produzido a partir de fontes renováveis de energia, é uma fonte de energia limpa que só emite vapor de água e não deixa resíduos no ar, ao contrário do carvão e do petróleo. Isso contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Além disso, pode ser armazenado por longos períodos e transportado a grandes distâncias com custos atrativos. Por isso, vem sendo considerado o combustível do futuro”, acrescentou a subsecretária de Estado de Fomento de Negócios Sustentáveis e Investimentos de Impacto, Eizen Wanderley.

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