segunda-feira, maio 27, 2024
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Estado discute sustentabilidade em Seminário

O Espírito Santo foi palco do seminário “Agenda ESG: Desafios, Segurança Jurídica, Inovação e Oportunidades” com o intuito de debater os três pilares do ESG que perpassam pelas questões ambientais, sociais e de governança.

O evento, organizado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em parceria com o Governo do Estado e a Polícia Federal (PF), contou com a participação de Paul Clements-Hunt, ex-chefe da Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (ONU), uma das mentes por trás da origem do termo ESG.

O cenário mundial de sustentabilidade e responsabilidade corporativa foram alguns dos temas do debate. “Ao longo dos anos, os investimentos foram se avolumando e crescendo no mundo. A Agenda ESG, atualmente, está no sistema financeiro com muita força. São muitos os atores atuando, com governos, indústrias e organizações. Temos um mercado multitrilionário, com grandes possibilidades de investimento. Esses investidores estão em busca de projetos sustentáveis e viáveis onde possam aportar seus recursos. Aí estão oportunidades para o Brasil e o Espírito Santo”, afirmou Clements-Hunt.

Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, o Espírito Santo lançou, em junho, a primeira versão do plano de descarbonização. A segunda versão deve estar pronta no primeiro semestre do ano que vem. Isso implicará uma série de estratégias dos poderes público e privado. “Os caminhos são diversos: hidrogênio verde, biogás, energia eólica e outros. Um potencial nosso é fomentar os negócios sustentáveis e de impacto socioambiental, que têm como modelo o lucro atrelado à sustentabilidade”, pontou Rigoni.

O evento reforçou a posição do Espírito Santo como um protagonista na busca por um futuro mais sustentável, tanto no âmbito local quanto internacional.

O que é ESG?

ESG é uma sigla que se refere a três critérios principais que muitas empresas e investidores consideram, ao avaliar o desempenho e a responsabilidade social e ambiental de uma organização. Os três componentes do ESG são os seguintes:

  • Ambiental (Environmental): esse componente se concentra nas práticas e políticas ambientais de uma empresa. Inclui considerações sobre como uma empresa lida com questões como mudanças climáticas, gestão de recursos naturais, emissões de carbono, conservação da biodiversidade e gestão de resíduos. As empresas que adotam práticas ambientalmente responsáveis podem ser vistas como mais sustentáveis ​​e socialmente conscientes.
  • Social: o componente social do ESG envolve questões relacionadas ao impacto social de uma empresa. Isso pode incluir preocupações com os direitos dos trabalhadores, diversidade e inclusão, relações com a comunidade, saúde e segurança dos funcionários e práticas de governança corporativa. As empresas que se concentram em criar um ambiente de trabalho justo e seguro, bem como em contribuir positivamente para as comunidades em que operam, tendem a ser consideradas mais socialmente responsáveis.
  • Governança (Governance): a governança refere-se à estrutura de liderança e tomada de decisões de uma empresa. Isso inclui a composição do conselho de administração, práticas de remuneração de executivos, transparência financeira, ética nos negócios e conformidade regulatória. Empresas com boas práticas de governança geralmente são vistas como mais éticas e confiáveis.

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