Médios e grandes produtores de todo o País podem receber das instituições financeiras um total de R$400,59 bilhões. Esses recursos são vinculados ao Plano Safra 2024/2025, anunciado recentemente pelo Governo Federal. O incentivo é um aumento de 10% em relação à safra anterior.
Do valor total para a agricultura empresarial, R$293,29 bilhões foi o montante definido para financiar custeio e comercialização. A destinação para investimentos, como compra de maquinário, ficou em R$107,3 bilhões.
Segundo engenheiro agrônomo Elídio Torezani, o aumento dos investimentos através do plano movimenta o setor de agricultura, que representa grande parte do PIB do país. “É fundamental para o agricultor, pois viabiliza o acesso a recursos financeiros necessários para investimentos em tecnologia, infraestrutura e práticas sustentáveis. Esses investimentos não apenas aumentam a produtividade e a competitividade, mas também garantem a segurança e a sustentabilidade da produção agrícola no longo prazo”, explica.
De acordo com o Palácio do Planalto, as taxas de juros para custeio e comercialização são de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para investimentos, as taxas variam entre 7% e 12%, de acordo com cada programa.
Além de captar recursos, Torezani destaca a importância de contratar um seguro rural, uma medida para a segurança do produtor. “Quando busca recursos, o agricultor oferece seu patrimônio como garantia. Em caso de frustração de safra, o risco de perdas é significativo. O seguro rural é um aliado valioso para evitar imprevistos e prejuízos indesejáveis,” explica o engenheiro agrônomo.
Sistema de irrigação
Torezani, que também é diretor da Hydra Irrigações, explica que algumas providências devem ser adotadas de imediato para que o produtor consiga ter acesso ao crédito e possa adquirir, ampliar ou reformar propriamente um sistema de irrigação.
O primeiro passo é contratar a elaboração de um bom projeto de irrigação, com o orçamento incluído. Outra medida recomendada por Torezani é solicitar a outorga de irrigante à Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH). Esse requerimento é feito no site da instituição. “Sem esses documentos, o produtor não terá direito ao crédito”, alerta o engenheiro.
Torezani orienta os agricultores a adotarem essas providências com bastante antecedência, pois é necessário prazo para análise e aprovação dos documentos.
Como obter a outorga em dois passos:
1 – Fazer o cadastro do usuário, inserindo uma cópia digital de um documento com foto, RG e CPF. Esse registro é feito apenas uma vez, e permite que o produtor requeira mais de uma outorga;
2 – Preencher o requerimento de outorga, informando as coordenadas do ponto de captação da água no formato Universal Transversa de Mercator (UTM) e demais dados relativos ao uso da água.





