Durante o segundo turno das eleições, cães acompanharam seus tutores aos locais de votação e chamaram a atenção para uma dúvida: afinal, os animais de estimação podem entrar nas seções eleitorais?
O segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25), teve a participação de alguns acompanhantes especiais. Além dos milhões de brasileiros que compareceram às urnas, cães também marcaram presença nos locais de votação, acompanhando seus tutores em um dos momentos mais importantes da democracia.
Com coleiras, no colo ou caminhando ao lado de seus responsáveis, os animais fizeram parte da movimentação eleitoral e mostraram como os pets estão cada vez mais presentes na rotina das famílias brasileiras.
Na Bahia, por exemplo, um eleitor chamou a atenção ao comparecer à seção eleitoral acompanhado de sua buldogue francesa. O episódio foi registrado pela imprensa durante a votação de domingo.
Pets também fizeram parte do domingo de eleições
Para muitos tutores, sair de casa sem a companhia do animal de estimação não faz parte da rotina. E, no domingo de eleições, alguns decidiram conciliar o compromisso eleitoral com a companhia de seus amigos de quatro patas.
Embora não tenham direito ao voto, os animais acabaram participando simbolicamente da ocasião, acompanhando seus responsáveis e despertando a curiosidade de quem também aguardava para votar.
A presença de cães em locais de votação não é novidade no Brasil, mas episódios registrados nas eleições de 2026 voltaram a colocar o assunto em destaque.
Afinal, é permitido levar animais para votar?
Apesar das cenas que despertam simpatia, existe uma questão importante: a entrada de animais de estimação nas seções eleitorais não é automaticamente garantida.
A legislação eleitoral não estabelece uma proibição geral específica para pets, mas também não assegura sua entrada. A decisão pode depender das orientações dos responsáveis pela seção eleitoral e das condições do local.
A situação é diferente para os cães-guia, que acompanham pessoas com deficiência visual. Nesse caso, o acesso é garantido pela Lei Federal nº 11.126/2005, que protege o direito de ingresso e permanência desses animais em ambientes de uso coletivo.
O bem-estar dos animais deve vir em primeiro lugar
Embora acompanhar o tutor possa parecer uma atividade simples, especialistas recomendam atenção às condições do ambiente.
Filas extensas, temperaturas elevadas, aglomerações e ruídos podem provocar desconforto e estresse, especialmente em animais pouco acostumados a locais movimentados.
Por isso, antes de levar um pet a qualquer evento com grande circulação de pessoas, é importante avaliar seu comportamento, oferecer água, utilizar coleira adequada e respeitar seus limites.
A recomendação também vale para os períodos eleitorais: a companhia dos animais pode fazer parte do passeio, desde que a experiência seja segura e confortável para todos.
Muito além de uma companhia
A presença dos animais durante as eleições também reflete uma transformação na relação entre pessoas e pets. Cada vez mais considerados integrantes da família, cães e gatos participam de passeios, viagens, comemorações e outras atividades cotidianas.
Nas eleições de 2026, os animais que acompanharam seus tutores mostraram mais uma vez essa proximidade.
E, mesmo sem apertar os botões da urna eletrônica, esses companheiros de quatro patas encontraram uma maneira especial de fazer parte do domingo de votação.
Fontes: O Povo, Exame e Folha de Patrocínio. Informações publicadas em outubro de 2026.





