terça-feira, maio 21, 2024
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Arquipélago das Três Ilhas: Iema realiza abordagens educativas sobre regras de uso

Com o objetivo de orientar os visitantes sobre as principais atividades proibidas no Arquipélago das Três Ilhas, localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, Guarapari-ES, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) está realizando abordagens educativas no local. As ações começaram em dezembro de 2023 e seguem até a semana do Carnaval, em fevereiro de 2024.

“Os turistas são muito bem-vindos ao arquipélago. Entretanto, existem regras básicas que precisam ser respeitadas para que haja a conservação do meio ambiente e a prosperidade das espécies que ali vivem. Por isso, o Iema, que é responsável pela conservação do arquipélago, tem feito constantes ações de fiscalização, tendo como premissa a conscientização da população, utilizando-se de ações punitivas apenas em último caso”, disse o servidor do Iema, Gilberto Sipioni.

Em uma das ações realizadas, em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), diversas redes de pesca irregulares foram apreendidas. Já em outra operação, alguns visitantes que estavam na Ilha usando churrasqueiras foram abordados e orientados sobre os riscos de incêndios que podem ocorrer na região.

Atividades proibidas no Arquipélago das Três Ilhas e outras informações

– Tocar e coletar organismos marinhos;

– Pesca;

– Jogar lixo;

– Cortar a vegetação;

– Som (música) tanto nas embarcações quanto nas ilhas do arquipélago;

– Acampamento: corte de vegetação para abertura de clareiras para colocar as barracas de camping. Além da destruição da vegetação nativa, as clareiras favorecem a proliferação das gramíneas exóticas invasoras e a erosão do solo, que fica exposto e é carreado para o mar, especialmente quando o terreno apresenta declividade. Nas Três Ilhas, a faixa de solo é muito fina, por isso, sua perda é crítica e representa um impacto significativo para o ecossistema local;

– Falta de banheiros: as pessoas devem ter consciência da falta de banheiros nas Três Ilhas, ficando proibidas as necessidades fisiológicas na unidade de conservação, pois causa do mau cheiro e da poluição do local;

– Uso do fogo e churrasco: aumenta o risco de incêndio. No ano de 2014, perdeu-se o controle do fogo de uma churrasqueira. Devido às rajadas de vento, toda vegetação da Ilha do Cambaião foi queimada. Com a queima da vegetação nativa, houve grande proliferação das espécies exóticas invasoras (gramineias e piteiras);

– Restos de comida: descarte de resto de carnes e demais alimentos atrai grande quantidade de urubus, que podem estar competindo por espaço (para ninhos) com as espécies nativas;

– Pesca: a captura de grande quantidade de peixes recifais, na maioria das vezes juvenis, já que a área é um berçário, provoca redução da população e contribui para o declínio populacional de muitas espécies.

Fonte: Assessoria Iema

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