Cães e cavalos auxiliam na localização de drogas, armas e pessoas, no patrulhamento preventivo e na proteção de grandes eventos
A atuação dos animais na segurança pública vai muito além das demonstrações que costumam encantar o público. Cães e cavalos passam por treinamento especializado e trabalham ao lado de policiais em operações que exigem precisão, resistência, mobilidade e sentidos mais apurados do que os humanos.
No Espírito Santo, os cães policiais auxiliam na localização de drogas, armas, munições e explosivos. Eles também podem participar de buscas por pessoas, patrulhamentos em áreas consideradas de risco e operações realizadas durante eventos esportivos e grandes concentrações de público.
O trabalho ocorre sempre em conjunto com um policial capacitado. Essa dupla é chamada de “binômio”, porque o desempenho depende da confiança e da comunicação construídas entre o animal e seu condutor.
O faro como aliado das forças de segurança
A capacidade olfativa dos cães permite identificar odores específicos mesmo quando determinada substância está escondida em veículos, bagagens, terrenos, paredes ou outros locais de difícil acesso.
O treinamento não consiste em fazer o animal consumir ou ter contato direto com drogas. O cão aprende a relacionar determinado odor a uma recompensa, que pode ser um brinquedo ou uma brincadeira com o condutor. Ao localizar o cheiro procurado, apresenta um comportamento previamente ensinado, como sentar-se ou permanecer parado diante do local.
No Espírito Santo, o Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar utiliza os animais na detecção de entorpecentes, armas, munições e explosivos, além do rastreamento de pessoas e do patrulhamento especializado. Em julho de 2025, a corporação informou possuir 66 cães policiais distribuídos entre o batalhão e patrulhas K9 instaladas em diferentes unidades operacionais. Confira as informações da PMES.
A atuação desses animais também apresenta resultados concretos. Segundo balanço divulgado pela Polícia Militar capixaba, o número de armas de fogo apreendidas pelo Batalhão de Ações com Cães aumentou quase 80% em 2025 na comparação com o ano anterior. O resultado foi atribuído ao trabalho integrado dos policiais, ao treinamento dos cães e às ações de inteligência. Veja o balanço divulgado pela corporação.
Cavalos ampliam a visibilidade do policiamento
Os cavalos também exercem uma função importante. Por estar em uma posição elevada, o policial montado consegue observar uma área maior e ser visto a distância. A modalidade é utilizada principalmente no patrulhamento preventivo de parques, áreas comerciais, praças e eventos com grande circulação de pessoas.
Além de facilitar o deslocamento em determinados terrenos, a presença da cavalaria pode aumentar a visibilidade do policiamento e ajudar na organização de espaços movimentados. Os animais precisam ser preparados gradualmente para lidar com barulhos, veículos, aglomerações e outros estímulos encontrados no ambiente urbano.
A Polícia Militar do Espírito Santo mantém o Regimento de Polícia Montada, responsável pela preparação dos conjuntos formados por policial e cavalo. A formação dos profissionais inclui equitação policial, noções veterinárias, ferradoria, atendimento pré-hospitalar e técnicas específicas de policiamento montado. Conheça o trabalho do regimento.
Bem-estar deve fazer parte do trabalho
Embora sejam frequentemente tratados com carinho pelos agentes, cães e cavalos empregados nessas atividades são animais de trabalho e possuem necessidades específicas. Alimentação adequada, acompanhamento veterinário, períodos de descanso, alojamento apropriado e treinamento respeitoso são indispensáveis.
A saúde física não deve ser a única preocupação. O comportamento do animal também precisa ser acompanhado para evitar sobrecarga, medo ou estresse excessivo. O vínculo com o condutor é fundamental, pois permite identificar mudanças de comportamento e respeitar os limites individuais.
Em 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou o Projeto Faro, voltado à padronização da seleção, do treinamento e da certificação de cães utilizados pelas forças de segurança. A iniciativa também prevê cuidados durante e após a vida de trabalho dos animais, além da capacitação dos profissionais responsáveis pela condução. Saiba mais sobre o Projeto Faro.
Companheiros que também merecem proteção
Cães e cavalos não substituem a atuação humana nem os recursos tecnológicos. Eles complementam o trabalho das equipes com habilidades naturais que podem agilizar buscas, ampliar o patrulhamento e contribuir para a prevenção de ocorrências.
Por trás de cada operação existe uma rotina de preparação, convivência e confiança. Se esses animais ajudam a proteger a sociedade, também precisam receber proteção durante toda a vida — inclusive quando chega o momento de deixar o serviço.
Sugestão de descrição: Cães e cavalos treinados auxiliam as forças de segurança na localização de drogas, armas e pessoas, além do patrulhamento de áreas públicas.
Palavras-chave: cães policiais, cavalaria, segurança pública, animais de trabalho, cães farejadores, Polícia Militar, Espírito Santo.





